para-idosos-exercitar-se-e-importante-mesmo-que-por-15-minutos-diz-estudo

Para idosos, exercitar-se é importante mesmo que por 15 minutos, diz estudo

Mesmo atividades leves diminuem risco de mortalidade de idosos.
Idosos que fazem atividades leves têm risco de mortalidade 22% menor.

Até 15 minutos por dia de caminhada leve, natação ou passeio de bicicleta podem ajudar adultos mais velhos a viver por mais tempo, de acordo com uma revisão de pesquisas divulgadas na última semana, que concluiu que qualquer atividade física é melhor do que nada nessa faixa etária.

Para pessoas com mais de 60 anos, fazer exercícios de moderados a vigorosos está ligado a um risco 28% menor de morrer em um período de 10 anos, em comparação a ser completamente sedentário. Mas até os níveis mais baixos de exercícios estão ligados a uma redução de 22% no risco de mortalidade.
“Quando nossos pacientes mais velhos não conseguem fazer 150 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana por causa de doenças crônicas, recomendamos que eles sejam tão fisicamente ativos quanto suas habilidades e condições permitam”, disse o autor principal da revisão, David Hupin, do departamento de fisiologia clínica e do exercício do Hospital Universitário de Saint-Etienne, na França, por e-mail. Mas a equipe de Hupin afirmou, em artigo publicado no “British Journal of Sports Medicine” que os 150 minutos de atividade física de moderada a vigorosa, sugeridos nas Diretrizes para Atividades Físicas para Americanos de 2008, podem ser demais para alguns adultos mais velhos, o que os desencorajaria a se exercitar. Os autores observam que mais de 60% dos idosos não seguem essas recomendações.

para-60-da-populacao-idosos-nao-sao-respeitados-diz-estudo-da-oms

Para 60% da população, idosos não são respeitados, diz estudo da OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou sua preocupação com a discriminação contra as pessoas mais velhas após a realização de uma primeira pesquisa sobre este assunto, que mostrou que 60% da população mundial considera que os idosos não são respeitados.
Em um relatório publicado na quinta-feira na sua sede em Genebra, a OMS, agência da ONU, indica que cerca de 83 mil pessoas de 57 países participaram desta sondagem sobre a atitude para com as pessoas mais velhas.
A pesquisa revelou que os países onde os idosos são menos respeitados são os que têm as rendas mais altas.
A sondagem mostra que “o preconceito contra as pessoas mais velhas é algo muito difundido”, declarou em uma conferência de imprensa em Genebra John Beard, encarregado de problemas relacionados aos idosos na OMS.
“Assim como com o sexismo e o racismo, é possível mudar as normas sociais, e já é hora de parar de identificar as pessoas com base em sua idade, e isso vai resultar em sociedades mais prósperas, mais justas e com melhor saúde”, acrescentou. As atitudes negativas em relação às pessoas de idade têm consequências significativas sobre sua saúde mental e física, afirma a OMS. Os idosos que se sentem como um fardo para os outros correm o risco de sofrer depressão e isolamento, de acordo com o relatório. Um estudo recente mostrou, segundo a OMS, que as pessoas com um estado de ânimo negativo vivem em média 7,5 anos a menos do que as que são positivas.
Em 1º de outubro, a OMS vai comemorar o Dia internacional do idoso, e tentará passar uma mensagem de luta contra a discriminação contra as pessoas mais velhas. O número de pessoas com 60 anos ou mais vai dobrar até 2025, e chegará a ser de mais de dois bilhões dentro de 30 anos. Em 2050, uma em cada cada cinco pessoas terá mais de 60 anos, e 80% delas terão baixa renda.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/09/para-60-da-populacao-idosos-nao-sao-respeitados-diz-estudo-da-oms.html