surdez

Após uso de aparelho de surdez, idoso melhora relacionamento

Mas a eficácia da audição do aposentado depende também das consultas com um fonoaudiólogo. A junção dos elementos permite que a reabilitação seja mais rápida e o aparelho não seja deixado em uma gaveta depois de pouco tempo de uso.

“O aparelho dá acesso ao som. Ele amplifica o som para ajudar que este som vá à via auditiva, mas onde a audição realmente acontece é no cérebro. Ouvir é uma coisa, mas se não houver o processão de codificação não há compreensão”, explica a fonoaudióloga Débora Ferrari.

Para aprimorar a audição dos deficientes auditivos, fonoaudiólogos da Universidade de São Paulo (USP) criaram um programa de reabilitação que estimula o cérebro dos pacientes com dezenas de atividades.

A criatividade e o apoio da família são as principais ferramentas para incentivar a audição às crianças com surdez de nascença, como o Thiago, de 6 anos.

Ele nasceu com surdez causada por uma síndrome, mas reverteu a situação com o aparelho, terapia e acompanhamento dos pais e fonoaudiólogos.

De acordo com a fonoaudióloga Ariadne Mortari, o programa ajuda a estimular o cérebro. “Quando as crianças começam a usar o aparelho, elas também não sabem diferenciar o som das coisas que lhe cercam. Então, guiado pelo profissional, os pais auxiliam com atividades lúdicas e alertam para que a criança receba aquele som até que ela consiga, espontaneamente, ouvir, atribuir o significado e desenvolver habilidades.”