A audição é considerada como uma capacidade de extrema importância para a comunicação entre as pessoas, garantindo a participação na sociedade em que vivemos.
Indivíduos com perda auditiva podem apresentar dificuldades na comunicação. Tal dificuldade pode levar a um isolamento social, sendo vistos, muitas vezes, como incapazes de desempenhar determinadas funções.

Classificação das perdas auditivas:

Perda auditiva condutiva – quando a capacidade de transmissão de som do ouvido interno e externo é reduzida ou perdida.

Perda auditiva neurossensorial - ocorre quando existe uma lesão de células ciliadas da orelha interna (lesão na cóclea) ou, lesão no nervo auditivo. É o tipo mais comum de surdez permanente e é frequente no envelhecimento.

Perda auditiva mista – corresponde a uma combinação da perda auditiva condutiva e neurossensorial. O grau de perda auditiva é classificada em leve, moderada, severa e profunda. Vale ressaltar que a perda é mensurada em decibéis (dB) e não por porcentagem.

Perda Leve
Ocorre entre 25 e 40 dB, o indivíduo ouve os sons das vogais, porém algumas consoantes (f, s, p, t, k) podem estar inaudíveis.

Perda Moderada
Ocorre entre 45 a 70 dB – quase nenhum som da fala pode ser percebido em nível de voz natural. Apenas sons fortes são audíveis. A comunicação torna-se bastante limitada.

Perda Severa
Ocorre entre 70 a 90 dB – a conversação em nível habitual é quase que incompreensível. E pouquíssimos sons podem ser entendidos.

Perda Profunda
Acontece acima de 90 dB e nenhum som é entendido. Em perdas auditivas ocasionadas desde o nascimento, podem ocorrer atrasos na aquisição da linguagem ou não acontecer.