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Perda auditiva relacionada ao trabalho

A doença auditiva relacionada ao trabalho é geralmente conhecida como Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR). Entretanto, sabe-se que muitos casos de adoecimento auditivo provocado pelo trabalho são decorrentes de outros fatores causais, como a vibração, calor e substâncias químicas, embora muito comumente o risco físico (ruído) seja o mais atribuído à perda auditiva.

Dessa forma, a PAIR é definida como a perda de audição provocada pela exposição por tempo prolongado ao ruído, geralmente bilateral, irreversível e progressiva com o tempo de exposição ao ruído, para a qual não existe tratamento eficaz e nem possibilidade de melhora mesmo após o afastamento do trabalho (Protocolo de PAIR/MS, 2006).

Principais sinais e sintomas:
– perda auditiva
– zumbidos
– dificuldade de compreensão da fala
– dificuldade de localização da fonte sonora
– dificuldade de atenção e concentração durante realização de tarefas
– intolerância a sons intensos
– alterações do sono
– dor de cabeça
– tontura
– irritação e ansiedade
– isolamento

Quem são os trabalhadores que correm o risco de desenvolver perda auditiva relacionada ao trabalho?
A perda auditiva relacionada ao trabalho é considerada uma das doenças mais frequentes na população trabalhadora estando presente em diversos ramos de atividade entre eles a siderurgia, metalurgia, gráfica, têxtil, construção civil, agricultura, transportes, telesserviços e outros.

Que riscos ou perigos para a saúde auditiva podem estar presentes no ambiente e nas situações de trabalho?
Conforme mencionado anteriormente o ruído não é o único fator presente no ambiente de trabalho capaz de provocar perda auditiva. Diversos estudos mostram que outros agentes causais (químicos ou ambientais), atuando de forma isolada ou concomitante à exposição ao ruído, podem também ocasionar danos à audição. Dentre eles a exposição à vibração (britadeiras, por exemplo), calor (caldeiras, por exemplo) e substâncias químicas (combustíveis e solventes, por exemplo).

Como cuidar da saúde do trabalhador exposto à ruído e outros agentes otoagressores?
Considerando que a atenção básica é a porta de entrada do sistema, na suspeita de perda auditiva relacionada ao trabalho, o profissional da atenção básica deve encaminhar o trabalhador para rede de serviços de média e alta complexidade do SUS, para que possa ser submetido à realização de exames audiológicos, que tem por objetivo confirmar a existência de alterações auditivas. É importante lembrar que o profissional de saúde também deve pesquisar informações sobre a história ocupacional do trabalhador a fim de detalhar a exposição e buscar relação entre esta e os sinais e sintomas apresentados.

A avaliação clínica realizada de forma interdisciplinar entre o médico otorrinolaringologista e fonoaudiólogo, é fundamental para o diagnóstico e planejamento terapêutico adequado dos casos de PAIR. O diagnóstico precoce pode evitar o agravamento da perda auditiva apresentada pelo trabalhador, além disso, norteará a busca ativa de novos casos neste ambiente de trabalho e permitirá que medidas de proteção individual e coletiva sejam adotadas, evitando assim o desencadeamento de perda auditiva em trabalhadores sadios e o agravamento naqueles que já estão adoecidos.

Portanto, a função do fonoaudiólogo e demais profissionais de saúde não se limita ao diagnóstico da PAIR e suas consequências, deve também envolver o compromisso com a prevenção e promoção de saúde nos ambientes e processos de trabalho.

Direitos trabalhistas e previdenciários
Como todo e qualquer trabalhador vítima de acidente ou doença decorrente do processo de trabalho, o portador de PAIR deve ter seus direitos trabalhistas e previdenciários assegurados. Dessa forma, mesmo sem a necessidade de afastamento do trabalho, o que ocorre na maioria dos casos, deve ser emitida a CAT (Cominucação de Acidente de Trabalho) para que haja o registro do adoecimento relacionado ao trabalho junto a previdência social.

Serviços
O SUS conta com uma Rede de Atenção à Saúde Auditiva, com unidades de média e alta complexidade responsáveis pela investigação, diagnóstico, tratamento e reabilitação de perda auditiva.

A rede existente no Estado do Rio de Janeiro encontra-se em fase de pactuação para se tornar sentinela para a notificação da perda auditiva relacionada ao trabalho e em breve será divulgada nesse espaço.

Os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), atuam como retaguarda técnica especializada para as ações e serviços da rede SUS garantindo a continuidade e integralidade da atenção à saúde do trabalhador. Desta forma, na ocorrência de suspeita de PAIR os trabalhadores também podem ser referenciados para os CEREST.

Notificação
A PAIR é um agravo de notificação compulsória (obrigatória) no SINAN, devendo ser realizada por todo e qualquer profissional de saúde da rede pública ou privada, mesmo nos casos suspeitos independente de confirmação diagnóstica.

Até o momento não existe cura para a PAIR, mas assim como todas as doenças e agravos relacionados ao trabalho pode ser evitada e, portanto é passível de prevenção. Entretanto, existe um descompasso entre as pesquisas que apontam para alta prevalência desta doença e a implementação de políticas públicas e de programas de prevenção na área. Isso se deve ao número inexpressivo de notificações de PAIR, que dificultam o conhecimento da realidade desta doença no país e o desenvolvimento de ações de promoção e prevenção da saúde auditiva dos trabalhadores.

Atenção básica e CEREST
Assim como a atenção básica tem nos ACS e nos NASF, uma estratégia para aumentar a abrangência e a resolutividade das ações em saúde, a Saúde do Trabalhador criou a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST) como estratégia de organização da Saúde do Trabalhador no SUS.

A RENAST integra a rede de serviços do SUS através dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), que atuam como retaguarda técnica especializada para as ações e serviços da rede SUS. Assim o CEREST realiza apoio matricial ao NASF, bem como a toda rede SUS, assumindo responsabilidade compartilhada na realização de ações junto à equipe de referência e aos serviços especializados para garantir a continuidade e integralidade da atenção à saúde do trabalhador.

Aos CEREST cabe também a tarefa de realizar ações educativas que vão desde a orientação ao trabalhador quanto aos direitos previdenciários e trabalhistas até a capacitação dos profissionais de saúde da rede para o desenvolvimento de ações em saúde do trabalhador, nelas incluídas a notificação, a investigação de agravos e a inspeção/avaliação dos processos e ambientes de trabalho (vigilância em saúde do trabalhador).

Desta forma, em caso de dúvida no encaminhamento dos casos em saúde do trabalhador, procure o Programa de Saúde do Trabalhador do seu município ou o CEREST da região e busque apoio, em conjunto com o NASF, para a realização de matriciamento.

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Perda auditiva dos idosos pode causar depressão, se não for tratada

Idosos que se isolam do convívio social e apresentam sinais de depressão podem estar com um problema físico muito comum na terceira idade: a perda auditiva. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), um terço das pessoas acima de 65 anos têm dificuldades para ouvir e o número aumenta quando eles atingem os 75: quase metade dos idosos nesta faixa etária têm o problema. Sem diagnóstico, a privação auditiva pode agravar a saúde física e emocional.

— O fato de o idoso não conseguir ouvir bem faz com que se isole para não passar por situações constrangedoras. Ele não quer mais ir ao aniversário do vizinho, porque as pessoas perdem a paciência com ele, nem à padaria, porque o atendente fala muito para dentro. A pessoa sente uma incapacidade que pode levar à depressão — explica a fonoaudióloga Andréa Abrahão, diretora técnica da rede de reabilitação auditiva Direito de Ouvir: — Para a maioria dos idosos, é recomendado o uso do aparelho auditivo. São vários tipos para vários tipos de perda auditiva.

A audição de pessoas idosas pode ser prejudicada por dois fatores — a degeneração das células do ouvido ou por confusão mental, quando o idoso escuta e não consegue entender. De acordo com a geriatra Márcia Umbelino, contudo, para este segundo caso, o aparelho auditivo não funciona.

— Eles botam o aparelho e passam a escutar um zumbido, já que há uma amplificação da audição. Como o problema não é propriamente auditivo, isso aumenta a desorientação — diz a geriatra: — Muitos dos meus pacientes param de usar o aparelho, que gera um gasto e não funciona. Outros escondem o aparelho para não usar mais.

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Apoio e paciência dos familiares

O apoio de amigos e familiares é muito importante, já que motiva a procura por ajuda médica — e, quanto antes o tratamento começa, melhor.

— Graças ao avanço da medicina e da tecnologia, hoje é possível uma pessoa com mais de 60 anos ter uma qualidade de vida excelente. Basta consultar um especialista e estar disposta a receber o tratamento mais adequado — diz Andréa.

Já a geriatra Márcia afirma que, mais importante que a tecnologia, é a informação. Além de ficarem atentos aos sinais da perda auditiva dos parentes idosos, os familiares devem ter paciência e entender o problema:

— A família precisa saber que não adianta gritar. Quanto mais grita, mas eles não ouvem e ainda se sentem piores. O ideal é falar mais devagar, de uma maneira mais fácil de ser compreendida por leitura labial, principalmente quando o problema auditivo é causado por confusão mental — sugere a geriatra.

Consequências

Perfil — Pesquisa da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, mostrou que, entre os idosos com perda auditiva não tratada, 32% foram hospitalizados, 36% tinham maior chance de sofrer danos e 57% estavam mais suscetíveis à depressão.

Diagnóstico — Quanto antes for diagnosticada a deficiência auditiva, menores serão as consequências do problema.

Exame — Pessoas acima de 60 anos devem fazer anualmente o exame de audiometria.

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Após uso de aparelho de surdez, idoso melhora relacionamento

Mas a eficácia da audição do aposentado depende também das consultas com um fonoaudiólogo. A junção dos elementos permite que a reabilitação seja mais rápida e o aparelho não seja deixado em uma gaveta depois de pouco tempo de uso.

“O aparelho dá acesso ao som. Ele amplifica o som para ajudar que este som vá à via auditiva, mas onde a audição realmente acontece é no cérebro. Ouvir é uma coisa, mas se não houver o processão de codificação não há compreensão”, explica a fonoaudióloga Débora Ferrari.

Para aprimorar a audição dos deficientes auditivos, fonoaudiólogos da Universidade de São Paulo (USP) criaram um programa de reabilitação que estimula o cérebro dos pacientes com dezenas de atividades.

A criatividade e o apoio da família são as principais ferramentas para incentivar a audição às crianças com surdez de nascença, como o Thiago, de 6 anos.

Ele nasceu com surdez causada por uma síndrome, mas reverteu a situação com o aparelho, terapia e acompanhamento dos pais e fonoaudiólogos.

De acordo com a fonoaudióloga Ariadne Mortari, o programa ajuda a estimular o cérebro. “Quando as crianças começam a usar o aparelho, elas também não sabem diferenciar o som das coisas que lhe cercam. Então, guiado pelo profissional, os pais auxiliam com atividades lúdicas e alertam para que a criança receba aquele som até que ela consiga, espontaneamente, ouvir, atribuir o significado e desenvolver habilidades.”

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Perda Auditiva é destaque em programa da Globo

A Perda Auditiva é um problema que merece grande destaque e atenção das pessoas com mais de 60 anos e familiares. Por isso, no programa Bem Estar, da Rede Globo, esse foi um dos assuntos mais comentados. Veja o programa completo no Link Programa Bem Estar e fique por dentro, e caso você esteja com mais dúvidas sobre esse tema, entre em contato com a Surtel e agende uma avaliação auditiva sem custo e sem compromisso.

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Perda da audição na velhice: por que ela ocorre?

A surdez na terceira idade faz parte do processo degenerativo relacionado ao envelhecimento natural do indivíduo. A partir da quinta ou sexta década de vida, a pessoa passa a não ouvir com a mesma perfeição de quando tinha 20 anos, devido à morte de algumas células auditivas. Entretanto, componentes genéticos e fatores de risco específicos como diabetes, pressão alta, tabagismo e uso excessivo de álcool podem acelerar esse processo denominado presbiacusia.
Dados da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia apontam que as pessoas demoram cerca de sete anos para procurar um especialista após perceberem algum dano à audição e ainda levam mais dois anos para escolher um tratamento. Esse descuido pode levar à surdez definitiva.
”Através do exame da audiometria, que mede o menor som que uma pessoa é capaz de ouvir em cada frequência sonora, o especialista consegue avaliar a perda auditiva do paciente”, explica o otorrinolaringologista Eduardo Bogaz, do Hospital São Camilo, em São Paulo. Segundo o médico, se a perda auditiva for de grau leve, por exemplo, não será necessário o uso do aparelho de audição.

Um dos sintomas iniciais que merece atenção surge quando o idoso sente dificuldade, por exemplo, em falar ao telefone ou tem a sensação de que não consegue compreender bem as palavras que lhe são ditas. Por isso, ele tem uma enorme dificuldade de manter conversas simples. Além disso, os sons da fala mais agudos, utilizados com as consoantes s, t, k, p e f, são mais difíceis de compreender por quem sofre de perda auditiva.
“Os mais jovens têm o costume de chegar perto dos avós para falar próximo ao ouvido, como se eles não conseguissem escutar. Mas isso não ajuda. É necessário falar de maneira clara, articulando bem as palavras e com uma boa entonação, sem gritar. De frente para a pessoa, para que ela utilize o apoio visual e consiga fazer a leitura facial. Isso não vai melhorar a audição, mas ajudará na comunicação”, diz Bogaz.

Já os pacientes com perda auditiva moderada ou grave devem utilizar aparelhos auditivos, que amplificam os sons. “O aparelho não interfere na capacidade de compreensão, então essa orientação de falar devagar, pausadamente, para a pessoa utilizar a leitura orofacial também vale para quem usa aparelho”, explica o otorrino.
O médico alerta que a surdez na terceira idade pode gerar uma angústia muito grande no idoso, pois a dificuldade de comunicação e percepção pode levá-lo ao isolamento, ainda mais se a família não tiver paciência. Por isso, ele passa a ser excluído das atividades sociais e a ser informado somente de alguns poucos assuntos conversados em casa.
Prevenir esse problema relacionado à idade ainda não é possível, entretanto, alguns cuidados são essenciais e podem refletir na saúde dos ouvidos. “Controlar diabetes e pressão alta, não ficar exposto a ruídos altos e fugir do sedentarismo podem afastar os fatores de risco”, comenta Bogaz. O uso de antiradicais livres, como vitamina E e ginko biloba pode retardar o processo degenerativo, mas deve ser indicado por um especialista.

Fonte> www.drauziovarella.com.br

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Número de idosos quase triplicará no Brasil até 2050, afirma OMS

Conforme novo relatório da organização, porcentagem de pessoas com idade acima dos 60 anos no país cresce acima da média mundial
Em uma época de crise econômica, dúvidas sobre o futuro político do país e insegurança frente ao que está por vir, uma coisa é certa: o Brasil está envelhecendo — e mais rápido do que se imagina. É o que diz um estudo divulgado nesta quarta-feira, véspera do Dia Internacional do Idoso, pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Conforme o Relatório Mundial de Saúde e Envelhecimento, o número de pessoas com mais de 60 anos no país deverá crescer muito mais rápido do que a média internacional. Enquanto a quantidade de idosos vai duplicar no mundo até o ano de 2050, ela quase triplicará no Brasil.

Por aqui, a porcentagem atual, de 12,5% de idosos, deve alcançar os 30% até a metade do século. Ou seja, logo logo seremos considerados uma nação envelhecida — conforme a OMS, essa classificação é dada aos países com mais de 14% da população constituída de idosos, como são, atualmente, França, Inglaterra e Canadá, por exemplo.

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Para idosos, exercitar-se é importante mesmo que por 15 minutos, diz estudo

Mesmo atividades leves diminuem risco de mortalidade de idosos.
Idosos que fazem atividades leves têm risco de mortalidade 22% menor.

Até 15 minutos por dia de caminhada leve, natação ou passeio de bicicleta podem ajudar adultos mais velhos a viver por mais tempo, de acordo com uma revisão de pesquisas divulgadas na última semana, que concluiu que qualquer atividade física é melhor do que nada nessa faixa etária.

Para pessoas com mais de 60 anos, fazer exercícios de moderados a vigorosos está ligado a um risco 28% menor de morrer em um período de 10 anos, em comparação a ser completamente sedentário. Mas até os níveis mais baixos de exercícios estão ligados a uma redução de 22% no risco de mortalidade.
“Quando nossos pacientes mais velhos não conseguem fazer 150 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana por causa de doenças crônicas, recomendamos que eles sejam tão fisicamente ativos quanto suas habilidades e condições permitam”, disse o autor principal da revisão, David Hupin, do departamento de fisiologia clínica e do exercício do Hospital Universitário de Saint-Etienne, na França, por e-mail. Mas a equipe de Hupin afirmou, em artigo publicado no “British Journal of Sports Medicine” que os 150 minutos de atividade física de moderada a vigorosa, sugeridos nas Diretrizes para Atividades Físicas para Americanos de 2008, podem ser demais para alguns adultos mais velhos, o que os desencorajaria a se exercitar. Os autores observam que mais de 60% dos idosos não seguem essas recomendações.

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Para 60% da população, idosos não são respeitados, diz estudo da OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou sua preocupação com a discriminação contra as pessoas mais velhas após a realização de uma primeira pesquisa sobre este assunto, que mostrou que 60% da população mundial considera que os idosos não são respeitados.
Em um relatório publicado na quinta-feira na sua sede em Genebra, a OMS, agência da ONU, indica que cerca de 83 mil pessoas de 57 países participaram desta sondagem sobre a atitude para com as pessoas mais velhas.
A pesquisa revelou que os países onde os idosos são menos respeitados são os que têm as rendas mais altas.
A sondagem mostra que “o preconceito contra as pessoas mais velhas é algo muito difundido”, declarou em uma conferência de imprensa em Genebra John Beard, encarregado de problemas relacionados aos idosos na OMS.
“Assim como com o sexismo e o racismo, é possível mudar as normas sociais, e já é hora de parar de identificar as pessoas com base em sua idade, e isso vai resultar em sociedades mais prósperas, mais justas e com melhor saúde”, acrescentou. As atitudes negativas em relação às pessoas de idade têm consequências significativas sobre sua saúde mental e física, afirma a OMS. Os idosos que se sentem como um fardo para os outros correm o risco de sofrer depressão e isolamento, de acordo com o relatório. Um estudo recente mostrou, segundo a OMS, que as pessoas com um estado de ânimo negativo vivem em média 7,5 anos a menos do que as que são positivas.
Em 1º de outubro, a OMS vai comemorar o Dia internacional do idoso, e tentará passar uma mensagem de luta contra a discriminação contra as pessoas mais velhas. O número de pessoas com 60 anos ou mais vai dobrar até 2025, e chegará a ser de mais de dois bilhões dentro de 30 anos. Em 2050, uma em cada cada cinco pessoas terá mais de 60 anos, e 80% delas terão baixa renda.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/09/para-60-da-populacao-idosos-nao-sao-respeitados-diz-estudo-da-oms.html